Fraude na venda de cerveja ultrapassa 27 milhões, empresário de Itamaraju é preso
O Espírito Santo deixou de arrecadar mais de R$ 27 milhões em impostos por causa de uma quadrilha que utiliza meios ilegais para comercializar cerveja. Onze empresários, todos donos de supermercados e distribuidoras de bebidas, foram presos na 'Operação Bavária', desencadeada no norte do Estado e no Sul da Bahia, por policiais capixabas do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc).
Empresários presos na Operação Bavária foram encaminhados ao Centro de Triagem do Complexo Prisional de Viana. Os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem do Complexo Prisional de Viana, no final da tarde desta sexta-feira (16). Eles foram indiciados por crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha e crime contra a ordem tributária. O delegado Jordano Bruno Leite não detalhou os depoimentos dos suspeitos, mas garantiu que a maioria confessou a prática da comercialização ilícita.
Prisões e apreensões
A operação, que contou com 60 policiais, ocorreu nos municípios capixabas de Nova Venécia e São Mateus, e nas cidades baianas de Teixeira de Freitas e Itamaraju. Três dos 11 detidos são da Bahia. A quantidade de bebidas apreendidas em depósitos foi suficiente para encher oito caminhões. A polícia aprendeu ainda 4,8 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai e uma arma de fogo.
O esquema da quadrilha consistia em comprar cerveja com alíquota de impostos em valor menor na Bahia e revender o produto sem a emissão de nota no Espírito Santo. O delegado Jordano Bruno informou que as investigações continuam e que, ao todo, até 50 pessoas podem ser indiciadas por crime de sonegação. Os trabalhos do Nurocc contaram com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Nenhum dos presos na operação destra sexta-feira resistiu à ação policial, porém, um dos empresários, capturado em Teixeira de Freitas, tentou correr. O suspeito alegou pensar que era perseguido por assaltantes.
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