
Aprender com a dor é uma questão de sobrevivência. Até os animais, rotulados como irracionais, desenvolvem reflexos (ou algo além deste condicionamento) em resposta ao que lhe foi, ou é, dorido. Os ditos racionais, mais que quaisquer outros seres vivos, têm a obrigação de transformar as tragédias em lições de vida, não se atendo à circunscrição do sentimento de perda e extraindo desses momentos dolorosos as lições vitais para evitar a repetição de tormentos semelhantes. Este é o caso dos constantes assassinatos ocorridos em Itabuna. 147 pessoas forma mortas em 2011 e mal o mês de janeiro de 2012 acabou e Itabuna já contava 13 assassinatos. Vidas foram perdidas e mais óbitos poderiam estar sendo contados se a providência não tivesse protegido as centenas ou mesmo milhares de pessoas que escaparam de ferimentos graves e tentativas de homicídios. Os médicos e demais profissionais de saúde também pouparam muitas vidas. Vítimas que foram sacrificadas pela inexistência de políticas públicas de combate as drogas e fomento à educação e geração de emprego e renda. Estes cidadãos e cidadãs acertaram, onde a polícia e o Estado falharam. As vítimas fatais, em primeiro lugar, o Estado passa a dever, no mínimo, um consubstanciado estudo sobre as causas de tanta gente morta. Às vidas perdidas, o Estado deve o tributo essencial de lutar para que os mesmos motivos não retornem para ceifar novas existências. E, afinal, por que tantos assassinatos em Itabuna? Por que se reduziu o número de viaturas e de policiais em Itabuna? Por que apenas 5 litros de combustíveis nos carros policiais? Por que o crime ainda tem voz de comando de dentro do presídio? Por que não há “operação tolerância zero” para combater o tráfico em Itabuna? Por que não existe em Itabuna, uma delegacia do Idoso? Porque diminuiu a quantidade de filmadoras no Vídeo-monitoramento da Cinquentenário? Porque não há em Itabuna, uma delegacia especializadas para menores delinqüentes? Responder a estas perguntas é uma questão vital, uma necessidade cidadã. Medidas preventivas baseadas nestas respostas salvarão vidas e possibilitarão muito mais segurança à população como um todo. O povo de Itabuna, em estado de choque, cobra essas respostas.
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